É tempo de mudança. Chegou a hora da transformação. É verdade que essa teoria de “quero ser feliz, não importa o que aconteça” merece ser levada em conta? Talvez, para mim, isso possa tomar um rumo interessante. Como a vida – e eu, diga-se de passagem – somos feitos de pensamentos diversos, positivos outrora negativos, não tenho muita escolha a não ser seguir por um caminho sem objeções, e temporariamente sem trevas.
Estive procurando esses dias meios de “inspiração” para humildemente escrever. Não vou afirmar que estou contagiantemente inspirado e reluzindo de ideias, mas posso afirmar que, algo mudou em mim esses dias. O glorioso desejo de valorizar as pessoas mais simples, de sentir a brisa leve e gélida no rosto depois de uma gratificante corrida, de sentar e admirar a beleza confortável da natureza em sua real majestade me fez parar para uma longa e necessária reflexão. Talvez, num tempo não muito distante, minhas ações não condiziam com a pessoa que eu sou. Resultado dessas ações? Destruição total do meu eu intelecto e sentimental.
Até que, felizmente, levei um choque de realidade. Não. Não precisei de um acidente, de uma consequência mais trágica, ou de alguma doença incurável para ver os reflexos de minhas ações; precisei somente acionar a minha – justa e cruel – consciência reparadora. Não vou encher esse texto com murmúrios e lamentações que podem soar confusas em determinados pontos, somente quero firmar e deixar claro que depois de algumas atitudes erradas, temos por obrigação, fazer existir uma mudança. Mudança essa para melhor, mudança essa que possa aliviar a tensão na nossa alma, que é carregadora de tantos pesos tenebrosos.
Eis que a minha inspiração, pelo menos momentânea, está indo embora neste momento. Bom, e não sei quando volta. Às vezes ela gosta de brincar comigo e com meus pensamentos. E assim do nada destrói a esperança de um texto bom. Agora, creio eu que ela começou a cooperar comigo. E como estou predestinado a coisas grandes, essa transformação – para melhor – se aprimora a cada segundo, formando assim um ser humano mais alerta, mais dialogador, mais forte. E assim vamos sendo moldados pela vida, muitas vezes do jeito que ela quer, mas irrevogavelmente também do jeito que nós queremos ser moldados.